O que sustenta depois do “sim”

O casamento emociona no altar.

Mas é depois dele que a estrutura começa a ser revelada.

Depois do “sim”, a música termina, os convidados voltam para casa, as fotos se tornam memória e

a vida real começa a pedir alicerce. E é nesse ponto que uma pergunta importante aparece,

mesmo que em silêncio: o que, de fato, sustenta um casamento?

Em Mateus 7:24-25, Jesus diz:

“Quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua

casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra

aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.”

Jesus não promete ausência de vento.

Nem ausência de chuva.

Nem ausência de tensão.

Ele fala sobre fundamento.

Isso é importante porque, muitas vezes, ainda existe a ilusão de que um casamento forte é aquele

que não enfrenta dificuldade. Mas o casamento forte, na verdade, é aquele que sabe onde está

firmado quando a dificuldade chega. O “sim” não sustenta sozinho.

A emoção do dia não sustenta sozinha.

A afinidade, por mais linda que seja, também não sustenta sozinha.

O que sustenta é o fundamento sobre o qual a casa está sendo construída.

É a forma como vocês tratam a Palavra.

É a maneira como lidam com conflito.

É a disposição de ouvir, praticar, ajustar, recomeçar.

É o lugar que Deus ocupa no centro da relação.

Construir sobre a rocha é mais do que ter fé, é transformar a fé em prática.

É não deixar a espiritualidade existir apenas no discurso bonito, mas entrar nas conversas

difíceis, nas decisões importantes, nos hábitos comuns da casa.

Talvez o casamento não precise de promessas grandiosas para durar. Talvez ele precise, antes, de

fundamentos simples e consistentes: oração, verdade, humildade, escuta, arrependimento,

intencionalidade.

As tempestades não definem tudo.

Mas revelam muito.

E, quando o casal está firmado na rocha, até os dias difíceis se tornam lugar de amadurecimento,

e não de destruição.

Que vocês não se preocupem apenas com a beleza do que será visto, mas com a profundidade do

que será sustentado. Porque o amor não floresce só no entusiasmo. Ele floresce, sobretudo, onde

existe fundamento.


Com carinho,

Jéssica Queiroz

Os Torres

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